Como a organização em redes pode ajudar o terceiro setor?

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O terceiro setor desempenha um importante papel na promoção e desenvolvimento de causas sociais. Uma função cuja importância só faz crescer diante de momentos de instabilidade econômica e política. É nestas circunstâncias, afinal, que tendem a se agravar as mazelas sociais. Hoje o auxílio tecnológico é fundamental para que as entidades em questão desempenhem melhor suas funções. Neste artigo trataremos de como a organização em redes pode ajudar o terceiro setor.

Antes de tudo, é importante contextualizar as soluções diversas que nos bombardeiam nesta era da informação. Dentre os maiores benefícios que surgem de uma sociedade globalizada e informatizada está a redução virtual das distâncias. Através da internet é possível manter proximidade e cooperação com indivíduos localizados em qualquer lugar do mundo.

A comunicação pensada neste cenário é capaz de mudar o paradigma de ação das organizações sem fins lucrativos. Em lugar de ações de caráter pontual e isolado, entram em cena atividades organizadas através de redes horizontais de cooperação. Assim ONGs e entidades filantrópicas podem intensificar a colaboração e melhorar o desenvolvimento de projetos e políticas públicas.

O reflexo disto será percebido na eficácia com que as propostas são implementadas na sociedade. Ao nos questionarmos como a organização em redes pode ajudar o terceiro setor, devemos pensar ainda na proximidade com o público. Este modo de interação tem potencial de trazer para os quadros de doação e assistência um novo grupo de pessoas.

Hoje sabemos que quase metade dos doadores com idade entre 18 e 32 anos realizam doações através de sites institucionais. Entre as pessoas da faixa etária seguinte – compreendendo até 48 anos – 40% já utilizaram estes canais. A pesquisa da empresa Blackbaud aponta, inclusive, que estes dois públicos estão dispostos a doar por meio de aplicativos móveis.

Como a organização em redes pode ajudar o terceiro setor: engajamento, cooperação e articulações aprimoradas

Ainda com relação ao público impactado pela organização em redes, neste formato ele costuma engajar-se mais. Afinal, há grande facilidade para que compartilhem informações a respeito dos projetos do qual participam. Neste tocante devemos entender também que o modo como interagimos mudou graças às mídias digitais. É por isto que as formas de participar e contribuir em causas sociais também precisou ser atualizada.

Tradicionalmente havia grande foco no esforço individual e localizado. O que as redes trazem é uma oportunidade única de cooperação intersetorial e envolvendo múltiplas instituições. Significa dizer que as organizações se tornam mais permeáveis à comunidade que as cerca. Na prática a ação viva como resposta aos problemas sociais traz força para o terceiro setor.

O que resulta, então, da rede virtual quando ela reflete na dimensão prática dos projetos é uma otimização de esforços. De tal modo que indivíduos e instituições se articulam para dividir melhor seus recursos e competências. Uma possibilidade de coordenação que é potencializada em alcance e efetividade quando retorna ao ambiente virtual.

Assim, proporcionamos maior visibilidade para as ações sociais e de fortalecimento democrático. De um ponto de vista operacional a organização em redes pode ajudar o terceiro setor na gestão de suas atividades. ONGs e outras entidades ganham, neste caso, processos mais ágeis e trabalham a partir de uma troca contínua de informações. Para saber mais a respeito de soluções para comunicação e marketing no terceiro setor conheça a MHAIS.

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